"Onde está Tiberius Wolf?"

Depois de uma noite muito da mal dormida graças a este calor desgraçado e sacando de imediato que perdi um dia de trabalho resolvi ir ate o Vão Livre do MASP e ver qualquer coisa. E lá estou na fila para pegar o ingresso, quando me aparece Don Vivaldi, um Mafioso que chegou a prestar serviços para Carlos, o Chacal, o Chihuahua Traidor. "Boa Tarde, Rabino." "Me desculpe, o senhor deve estar enganado, eu não sou o Rabino." "Hmmm....claro que não, se fosse não estaria aqui, em plena segunda-feira sem pôrra nenhuma para fazer, estaria cuidando para que o Mundo fosse salvo de alguma idiotice atômica ou algo assim...claro...engano meu." Don Vivaldi é um homem Bom, porém terrível. Sua postura corporal emitia o mesmo Sinal: Prepare-se para a Violência. Vivaldi é um Assassino da Máfia, um sujeito calmo, fala pouco e mata certo. Não admira que o Chacal o tenha seduzido. Porém, para variar, algo estava errado. Aliás, algo está sempre errado. Don Vivaldi não é um camarada muito grande, mas tem massa muscular o suficiente ao ponto de se dar ao luxo a um e outro encontro no Clube da Luta. O que nunca foi meu caso, me considero um sujeito pragmático, traiçoeiro, ladino, imaginativamente mentiroso, amoral, canalha e necessariamente covarde. Mas não violento. Não, só se alguém me convencer a misturar as bebidas. O que normalmente não acontece. Quase sempre eu faço este tipo de besteira sozinho, e acordo arrebentado depois com uma amnésia patológica e muito perturbada da coisa toda. "Escute...ahn...quase ia te chamar de Rabino, veja, estou aqui para....como posso dizer...Carlos, o Chacal, não está sendo bom para os buziness, as Famílias estão...insatisfeitas. O Chacal está....como direi...sindicalizando a coisa toda...você me entende?" "Não." Don Vivaldi, um Homem Bom, porém Terrível disse, e as palmas de suas mãos seguras frente a virilha indicavam algo que eu teria de decodificar imediatamente. Linguagem Corporal: treinamento Tibérius Wolf....Fica ligeiro. Há não ser que eu quisesse que minta santa mãezinha recebesse uma bacalhau enrolado num paletó vagabundo de brechó. "Escute, hoje acho que você vai ver outro filme do Roberto Carlos, você gosta dos filmes do Roberto Carlos?" "Adoro Roberto Carlos." Don Vivaldi se aproximou, sangue nos olhos, mas tranquilo. Muito tranquilo. "Hoje é o Homem Que Engarrafava Nuvens." Terror Retal. "Tudo Bem, me enganei." "Onde está Tibérius Wolf?" "Eu não sei." O sorriso de Don Vivaldi tem aquele quê de sacana que quase alivia, quase faz o sangue circular com normalidade do coração para o cérebro e vice-versa. Por este motivo, deduzi naquele momento limite, o porque justamente Carlos, o Chacal, teria contratado um assassino da Máfia, um dos mais eficientes e implacáveis. Mas Don Vivaldi, na minha frente, sangue nos olhos, estava a Serviço de Antigas mas tão Nobres Tradições. "Eu espero que ao menos você curta os filmes do Elvis." Lembrei-me do Mantra do Treinamento de Tiberius Wolf: "O Medo é o Assassino da Mente, o Medo Passará por Mim e Nada Ficará, Eu superei o Medo." "Elvis é o Rei." Respondi. Don Vivaldi recuou em sua postura, mas seus olhos mortíferos continuavam cravados em minha pobre e miserável carne, sem compaixão, sem misericórdia. "Tudo bem Rabi...ops, quase me esqueci...dê uma olhadinha nisto." E sacou da mochila um envelope pardo.O famoso enveleope pardo... Discretamente na fila, abri o envelope e vi o material, documentos em bilingüe, em cirílico e em inglês. Fotos, mapas de satélite, figuras em trajes militares irreconhecíveis. " Isto é o melhor relatório que pudemos levantar com a Máfia Russa sobre os aprendizados do Chacal. Estude com atenção. Muitos morreram para que isto esteja nas suas mãos agora." "Eu devo esclarescer que não sou o Rabino, e não sei o que aconteceu com Tibérius Wolf." Don Vivaldi se afastava.Lentamente e sorrindo. "Chiaro. Chiaro...Errant Juden....Hebrei..."

Nos Últimos Espisódios de Tiberius Wolf Mystery Theater...

E eis que Tibérius Wolf, meu cachorro, Gênio da Espionagem e Esculhambador Fundamental da Grande Miscelânea de Bobagens, compreendeu finalmente que eu não estava bom da cabeça. A Península da Coréia só não foi para o saco porque a China deteu o Godzilla. Eu não sei como. Tiberius Wolf tampouco. O treco todo foi um fiasco.
 "Você, seu imbecil - disse o Senhor Wolf - quase desgraçou com tudo! Incopetente! Idiota! Burro! Imbecil!!!" "Senhor Wolf, eu fiz o que deveria ser feito. O Senhor disse e eu fiz." 
"Desgraçado, Miserável, Filho de uma Punheta Mal Batida! Você soltou o Godzilla e quase afundou a Península Coreana e meteu a China numa Guerra Termonuclear. Seu Palerma. Seu Idiota!" 

Tibérius Wolf apertou o famoso botão, e Elizabetha Alexandrovna, a única mulher que pode me matar entrou, gostosa pra cacete, ninguém bota defeito, sentou-se do meu lado, e disse, com a língua quente no lado direito do meu inferno:
 "Seus dias estão contados Rabino. Minha carta branca será breve...eu sei quem você é de verdade... " 
E eu entendi. 
A armadilha estava pronta.
Eu era o Traidor. O Chacal era um Gênio... Eu era um homem definitivamente morto. Um espião saído do frio...e mergulhado no inferno. Tiberius Wolf não teria misericórdia. Eu tinha o Godzilla. E isso não era nada. Eu sou um homem morto.  

 Ao acordar percebi que estava numa cama, coisa rara, muito raramente experimentava uma cama. O lugar era o interior de uma espécie de chalé, muito arrumado, limpo até demais. Para meus padrões qualquer coisa com menos de doze baratas é um lugar limpo. Ao levantar senti o fígado e o estômago correspondendo à gravidade de outro planeta, Vênus provavelmente. Vênus não é uma referência boa para orgãos como o fígado e o estômago, para o intestino talvez, mas o resto não. Coração e cérebro são outra dimensão, um joga xadrez, o outro joga poker, não cabe.

A janela anunciava o início de qualquer coisa parecida com dia. 
Uma vila. perfeita. As pessoas, alguns bichos e outras coisas que são preferíveis não mencionar para não chocar o leitor andavam calmamente de um lado para o outro como se o mundo tivesse acabado no Primeiro Reich da Babilônia, uns cinco mil anos atrás ou coisa assim. Cada qual com um botom no lado esquerdo do peito representando uma bicicleta antiga da virada do século passado. Uma roda grande e uma pequena, claro que pensei no conceito das escolas budistas, e é óbvio que eu estava errado. A Vila na verdade a Ilha de Fernando Poo, a 700 milhas da costa Ocidental da África.
O Império da Gringolândia tinha a Guantanamo, a Agência Daleth tinha Fernando Poo e a vila, uma lenda dos tempos das Guerras Secretas. O lugar para onde homens e mulheres que sabiam demais eram enviados para as férias terminais. Tibérius Wolf, meu cachorro, me mandara para uma prisão perpétua de espiões. Logo Fernando Poo. O único a escapar daqui foi justamente o Nêmesis de Tibérius Wolf, seu professor moriarty particular, sua sombra macabra, Carlos o chacal, o Chihuahua Traidor.

Ao sair do chalé resolvi tentar curtir o lugar e conhecer as pessoas. Mas a coisa toda foi horrível.
Os " moradores" da Vila quase não conversam entre si. Para conversarem utilizam um estranho equipamento tecnológico instalado nos chalés de cada um, onde, coisa bizarra, "curtem" e " compartilham" suas idiossincrasias.

Ao sair para as ruelas da Vila jamais entram em contato direto umas com as outras. As pessoas não mantém contato real entre si.
Ali estavam o que a Agência considerava seus piores inimigos: humanos perversos e ressentidos, inumanos vampirescos emocionais, meta humanos sociopatas, animais psicopompos ou vulgarmente conhecidos como espirituais ( casos curiosos de injustiça, mas Guerra é Guerra), projeções psíquicas imaginárias, aberrações foragidas de algum erro incompreensível da Teoria das Cordas, Monstros Gigantes ( e Godzilla não estava lá!), poltergeists domesticados por Magia Negra, Formas-Pensamento elaboradas artificialmente como Programas HTML saídos de algum porão sinistro da Apple, obessores do tamanho de prédios de 90 andares, e obsessores de quinze centímetros com mandibulas do tamanho da Austrália, mas, por incrível que pareça, nenhuma Bruxa. Também pudera. Todas as Bruxas estão na folha de pagamento da Agência. Todas se reportam a Tibérius Wolf.
Tibérius Wolf, por sua vez, se reporta para alguém. 

Alguém que não é da ONU, nem da OTAN. Alguém que cagaria nos tapetes da Casa Branca e mijaria nos nobres móveis da sede do Clube Bildemberg. Alguém que diria na cara da Rainha Elizabeth II que compraria uma revista Playboy com a Princesa Diana e sairia inteiro do Palácio de Buckingham ainda convencendo o primeiro ministro britânico a fornicar com um porco. 
Acho que já dei a entender que eu estava formidavelmente ferrado, e de que, em meio a todas aquelas inacreditáveis monstruosidades "hospedadas" na Vila, na Ilha de Fernando Poo, eu era o Infiltrado, o Traidor, e que meu cachorro e sua mortífera secretária, Elizabetha Alexandrovna, a.k.a., Bettie Page, haviam me enfiado lá.

A Vila possui um e outro boteco. Fiz a única coisa sensata.
Por volta da heptuagesima dose de Jack Daniels resolvi ir para a praia com o intuito claro de me suicidar. Pois não há maneiras de escapar de Fernando Poo, não há como fugir da Vila. A não ser que você tenha o intelecto do Chacal. Mas eu não sou um chihuahua ex coronel da KGB com pós graduação em controle paranormal das mentes. Meus pés entraram na água.
E vi uma garrafa quase bater no meu pé esquerdo. Uma garrafa seca, uma rolha, e um papelzinho enrolado dentro. Abri a garrafa e a algum custo (óbvio, com trocentas doses de whiskey na cachola qualquer função motora elementar é basicamente inviável). E estava escrito:
RELAXA RABINO, EU SEI QUE VOCE É INOCENTE, SEU PLANO DEU CERTO, O INFILTRADO TEM CONTATOS EM PEQUIM. O CHACAL NUNCA ESCAPOU DA VILA, ELE A DIRIGE AGORA. ENCONTRE-O MAS NÃO O MATE. O GODZILLA ESTÁ COM SAUDADES. MINHA SECRETÁRIA SUSPIRA COM AQUELA FOTO SUA ONDE VOCÊ PARECE UM IMBECIL BÊBADO ABRAÇANDO UMA ÁRVORE E CHAMANDO-A DE HAMLETT. E VOLTE PARA CASA. BOA SORTE. TIBERIUS WOLF.

 Virei-me contra as ondas do mar fustigando qualquer esperança quanto à Ilha Prisão de Fernando Poo. Voltei para a Vila. Me dirigi para o prédio da Administração... 

"Não nos conhecemos muito bem, dizem muitas coisas a meu respeito, mas nem tudo é verdade." 
"Dizem que voce é um Traidor, e que em 27 de Agosto de 1962 você quase cumpriu o Serviço." 
"E você nunca perguntou o por que?" 
"O que sei, é que você trabalhou para a Guerra Final mais de de dez anos antes de eu nascer."
 "O que eu sei, é que deveríamos ter terminado com isso antes de qualquer um de vocês terem nascido, o que temos agora é a terceira geração de covardes."
 "Defina covardes." Eu disse. A criaturinha de pouco mais de 18 centímetros começou a rir.
 "O que você sabe ? O que faz com que tenha tanta fé em Tibérius Wolf? Quem te garante que o que ele diz é verdade?" 
O Chacal, sentado em sua poltrona negra é um animal tranquilo.
Tibérius Wolf disse: não o mate.

A imagem na minha frente era a reprodução de uma fotografia antiga, tirada no início dos anos 60.
Ali estava Tibérius Wolf, muito jovem nos campos de treinamento da CIA, nos arredores de Langley, Virgínia, Império da Gringolândia. A imagem ocupava toda a parede por detrás da poltrona negra onde estava sentado Carlos, o Chacal. Um chihuahua de 18 centimetros de altura.
"Você sabe para quem trabalha?"
"De acordo com arquivos, foi você quem bateu esta foto."
"Sim" - disse O Chacal - "Tibérius era uma revelação para os gringos. Eles o achavam um gênio, continuam achando inclusive, e apesar de tudo o que aconteceu depois."
"Por que você traiu a Agência? Por que foi para o Outro Lado?" 
O chihuahua riu.
Não é uma visão muito bonita ver um chihuahua rir. Conheço pessoas que falam com Krishna todas as noites só porque viram um coelho rir. E diziam que o coelho era azul. As pessoas não costumam enlouquecer quando vêem um golfinho rir. Os golfinhos não riem. No fundo de seus corações cheios de compaixão e de seus cérebros cinco quilos mais interessantes que os dos miseráveis primatas domesticados que lhes jogam peixes, seus guinchos imploram para que paremos com o que estamos fazendo e que a espécie humana tenha a dignidade de cometer suicídio coletivo. Como nos achamos muito espertos, preferimos os coelhos azuis. Que aliás, diga-se de passagem, estão pouco se fodendo. Os golfinhos não desistiram, mas serão os primeiros a se mandar daqui, azar dos coelhos azuis. No nosso caso será mera fatalidade. Mas que se fodam os coelhos azuis também.
"Eu e Tibérius nos conhecemos durante a Última Guerra Europeia. Tibérius convenceu Winston Churchill de que poderia-se prever com precisão onde os mísseis V2 de Hitler disparados da Holanda cairiam e assim deter a morte de civis usando paranormais, espíritas, alguns remanescentes da Golden Down, um e outro discípulo de McGregor Mathers ainda vivos mas claramente loucos, também membros do Primeiro Movimento Teosófico, tendo Besant e Leadbeter como colaboradores, e uma certa gata siamesa que jura ser a reencarnação de Helena Blavatsky e que ainda está viva e mora no bairro da Santa Cecilia, na sua cidade natal, sobre o codinome Dorothy, também haviam videntes franceses, mas no fundo uns meros mesmeristas, e austríacos ligados aquelas bobagens rosacricianas cheios de documentos secretos, no fundo uns tratante e falsificadores... e ... sim seu grande truinfo: Tibérius cooptou por meio de chantagem a própria Besta. Seu Chefe, meu caro Rabino, conseguiu a cooperação irrestrita e incondicinal  de Aleister Crowley pouco antes deste infeliz bater as botas...Crowley sequer teve uma chace de se vingar.. E Crowley foi para o Inferno legando a História, o V de Vitoria de Churchill, que era na verdade um signo de Magia barra pesada. Aqueles foram tempos difíceis e Hitler também mexia seus pauzinhos no astral. Hitler quase conseguiu por as mãos na Arca da Aliaça se Tibérius não conhecesse um certo professor de Arqueologia na Gringolândia...um tal..Luisiania...qualquer coisa Jones, me perdoe, são velhas estórias..."

Velhas estórias eram naquele momento informações demais. A um sinal discreto do Chacal, um corvo albino do tamanho de uma cão fila alimentado com fermento radiotivo entrou no recinto trazendo quatro garrafas de whiskey, duas garrafas de vodka e um balde com três cervejas da Catalunha. O Chacal serviu-se de vodka. Um hábito dos seus tempo da KGB, presumi. Eu peguei a cerveja. Costumo me tornar inteligente quando bebo cerveja, mas nunca bebi cerveja catala, certamente um desafio. O corvo albino pegou uma garrafa de whiskey. Saquei em cinemascope, o corvo albino era ou foi do Exército Republicano Irlandês. Beberiquei a cerveja, alguém tinha de estar sóbrio naquele momento.
Um corvo albino do IRA, eu tinha de ficar ligeiro... 

O Chacal prosseguiu, depois de acender um cigarro de palha, curioso, a mesma marca dos meus. Me indispus com qualquer amenidade e deixei o adversário falar. E o Chacal disse:
"Reservo-me o direito a ser um veterano rabugento Rabino, quando conheci Tibérius já havia servido a Sua Majestade por muito mais tempo que ele. Sou um dos poucos sobreviventes da invasão dos japoneses em Nanquim, dos poucos que sobraram da construção da Ponte do Rio Kwai, da Ferrovia da Birmânia, da Prisão de Changi em Cingapura, eu vi coisas que Tibérius Wolf não conheceu..Curioso que eu seja o vilão desta estória, muito curioso." 
No canto do olho o corvo albino já partia para a segunda garrafa. Irlandês, sem sombra de dúvida. Eu evitava fazer contato visual com o Chacal, mas a cerveja da Catalunha era muito boa, eu não conseguiria fazer contato visual nem com nenhum dos meus 800 umbigos se um deles colaborassem naquele instante. "Eu fui para o Lado Certo. Enquanto estávamos na Gringolândia recebendo o treinamento da CIA, eu dei os primeiros passos para criação da Sessão Oriental, da qual seu chefe é vice diretor hoje. Quando o Godzilla apareceu pela primeira vem nos idos de 1954, foi a minha operação que garantiu que o Monstro ficasse detido nos mares do Japão. Tibérius apenas usou sua experiencia com a paranormalidade. Eu fui para a União Soviética para aprimorar meus conhecimentos, e recebi minhas patentes com honra. Os soviéticos foram brilhantes nessa área. Eu nunca traí, só não me vendi, agora venha comigo, quero lhe mostrar uma coisa divertida."
A pequena criaturinha se dirigiu para o saguão central, a poucos metros atrás de mim e acenou para que o acompanhasse. O corvo albino continuou sentado como se nada estivesse acontecendo.
"Irlandeses..." resmungou o Chacal. 

O chão sob nossos pés cedeu. Começamos a descer. No subsolo da Vila, no interior da Ilha de Fernando Poo há uma enorme caverna escavada e trabalhada pelo melhor que o cérebro da engenharia russa e chinesa poderia fazer. Um espaço amplo em altura e extenção, moldado em ferro e aço das melhores qualidades. Enquanto o elevador descia vi fileiras e fileiras de mísseis nucleares. Olhei para o Chacal. O Chacal olhava para mim.
"Se não muito me engano" - disse o Chacal - "as ordens que recebeu de Tibérius Wolf era a de me encontrar, mas não me matar."
Voltei meus olhos para o arsenal atômico no interior da ilha. Um estrondo terrível começou, tive de tapar os ouvidos. Meus olhos ardiam contra a luz. Um a um, cada míssil levantava vôo. E em algum lugar, governantes impotentes despertariam para retomar seu Jogo Obrigatório..